18/04/2012

Brincando de pirata


 
Eu sou o pirata Caolho
não como repolho,
nem peixe ao molho.

Não tenho perna de pau
nem faço cara de mau.
So´ataco um bom mingau!
  
E quando toco meu violão
Diririm, diririm, dão, dão
espanto até tubarão!
Por quê? Sei não.

Eu sou mesmo um pirata bacana
mas não tenho barba, nem fama
e faço xixi na cama.

                                              Ooops!
                                              Acho que falei demais.
                                              Até mais!


Cristiane Muniz




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10/04/2012

Enamorado


O Sol se esconde
atrás do monte
para ver a Lua passar
desfilando toda gata
com seu vestido prata,
anel, brinco e colar.

O coitado só não dá pinta
porque dizem que ele é de quinta.
Tem medo de se lascar!


       






Cristiane Muniz


Glossário

dar pinta: dar bandeira, dar sinal
de quinta: desqualificado, de mau gosto
se lascar: se dar mau, levar prejuízo

06/04/2012

Momentos doces

Algodão
tão fofo
e levinho
saiu de sua haste
e foi sumindo,
sumindo todinho,
aos tantinhos, no céu
da boca da Aninha.

 
Ô gostosura!


Cristiane Muniz







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24/03/2012

Meninices



 
O menino pequenino
na tela se revela.

Pinta e borda
e eu dou corda
para cada travessura

em cores, sonhos e candura.











Cristiane Muniz

21/03/2012

Pipa de papel



Pipa de papel
soltou-se da linha.
Jogou-se no céu
feito passarinho.

Agarrou-se num pé de vento!

Voou, voou, voou
e sumiu no firmamento.

Atrevida pipa de papel!

Teu guia é o vento.
Teu lar é o céu.


Cristiane Muniz





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30/10/2011

Um menino sapeca e um sapo de cueca


Era uma vez...
uma, duas, três...


Três pessoas engraçadinhas
que moravam em uma casinha,
bem assim pequenininha.

O maior era o papai.
Ele tinha um vozeirão,
o olho azulão
e um belo narigão.


A mamãe era bem baixinha,
mas não era a menorzinha.
Tinha um rosto enferrujado
e um cabelo enrolado
que crescia para todo lado.

O terceiro era um tiquinho de gente
de cabelos amarelados,
um nariz arredondado
e olhinhos esverdeados.
E bem lá no fundo do quintal da casinha pequenininha,
morava um sapo.
Um sapo daqueles cinzentos e gorduchinhos
que a gente sempre encontra em dia de chuva.

O tiquinho de gente
se encantou com o sapo
e todo dia ia para o quintal,
bater com ele um papo.
O sapo, é claro, nunca respondia.
Ficava ali no canto dia e noite, noite e dia.

Papo vai, papo vem, e o tiquinho de gente
começou a ter uma ideia.
Resolveu que dali para frente
aquele sapo guloso seria seu bicho de estimação.
Deu-lhe então um nome:

SAPO SEBASTIÃO

O tempo passou.
O papo continuou.
Veio então um frio danado,
um menino cheio de roupa e um sapo sempre pelado.

O tiquinho de gente achou aquilo muito injusto.
Resolveu dar um jeito na situação!
Chamou sua vovozinha
e pediu a ela então
que fizesse ao menos uma cueca
para o sapo Tião.

Mas o que vocês não sabem,
é que aquela vovozinha
era mesmo maluquinha.
Ao invés de uma cueca
costurou foi uma calcinha.

UMA CALCINHA DE RENDINHA!!!

Ai... ai... ai... ai... ai...
Pensou o tiquinho de gente.
Mas resolveu não falar nada
Com sua avó aluada.
Com a calcinha na mão
foi aprontar a confusão.
Bem no meio do quintal
vestiu o sapo Tião.

O sapo coitado
logo se sentiu apertado
naquele pano rosado,
e saiu todo agitado
saltando para todo lado.

Pulava daqui,
pulava dali,
derrubando tudo pelo caminho.

O tiquinho de gente
bem que tentou agarrar o sapo,
mas só o que conseguiu
foi alcançar a rendinha
daquela apertada calcinha.

A mãe muito preocupada
mas também muito atrapalhada
tentou ajudar o menino.
Espichou a sua mão,
mas só agarrou o calção.

O pai já atarantado e até um pouco zangado
com aquela confusão,
viu que não tinha mais jeito,
estendeu os braços compridos
e deu na mãe um puxão.

Plaft... ploft... pluft...
todo mundo foi ao chão.

E bem no meio do quintal...

Um menino empoeirado
olhava todo espantado
um sapo esperto
fugindo pelado.

Enquanto que a mamãe e o papai
riam adoidado
de seu filho sapeca,
que um dia quis ver o sapo
usando uma cueca!


Cristiane Muniz 

Presente especial


A cegonha parou lá em casa
para descansar suas asas.

Tomou um gostoso café
despistou e deu no pé.

Deixou para trás um embrulho
que fazia um tremendo barulho.



Abri com delicadeza
e vejam que linda surpresa!



Olhinhos espertos a me sondar
chororô dengoso a me chamar
boquinha gulosa querendo mamar.

Querubim pequenino para eu cuidar!



Cristiane Muniz



25/10/2011

Tarde de setembro





O vento ventante
atravessa a janela da prima Vera,
sacode as flores da cortina e desatina
os cabelos da bela menina.

Lá fora pétalas libertas
brincam de roda a caminho da rua... 

E enquanto o dia se encerra,
a chuva fina vem descendo a serra

para banhar a primavera
tão menina na janela.


Cristiane Muniz

22/07/2011

No cinema


 

  Beijo
 Selinho
 Beijoca


 Beijão
 Beijinho

 Bitoca


 Refri
 e

 Pipoca!


 E na tela?
 "Sempre a mesma novela!"

 Lanterninha?
 "Coisas de vovozinha!"


Cristiane Muniz

05/07/2011

O rei do castelo

O menino pequenino
na tela se revela...



O rei do castelo
Matheus Muniz
 

09/06/2011

Noite adentro




 

A noite escureceu
virou breu,
breu,
 breu...

Acende!
Apaga!
Brilha aqui, brilha lá.

O vaga-lume brinca
na noite sem luar.

O vaga-lume voa, voa
o vaga-lume pisca, pisca

Pisca e voa
voa e pisca...

Seu bumbum é uma faísca!




Cristiane Muniz

16/05/2011

Vem Comigo Cirandar



 

O menino entrou na roda ô laiá
A menina e a saia que roda ô laiá
Botina no chão
Coração na mão
Poeira no ar
Vem cá cirandar
Vem pra cá
Vai pra lá
Roda aqui
         Roda acolá


 Nessa volta, volta e meia
Vem comigo
Vem dançar


Vai pra lá
E vem pra cá
Vamos todos cirandar
Nessa festa de alegria
Eu só quero é ser seu par




O menino entrou na roda ô laiá
A menina e a saia que roda ô laiá
Botina no chão
Coração na mão
Poeira no ar
Vem cá cirandar


Nesse gira gira gira
Dessa roda, vem rodar
Vem menino dos meus sonhos
Deixa eu te conquistar!

Cristiane Muniz

10/04/2011

Barulhinho na barriga



_ O que será esse ronc, ronc na minha barriga?

   _ Será que é fome ou será que é briga?
  
_ Briga! Que briga?

_ Ora! Briga de lombriga.


Cristiane Muniz

04/03/2011

BEIJINHOS NO JARDIM


Era uma vez
na casa da D. Marinês
um jardim...

Seu Edgar o jardineiro
carpia e regava
o dia inteiro.

Eram tantas camélias, azaléias,
tulipas, roseiras...
flores sempre tão faceiras!






Coloridas margaridas,
com suas hastes compridas,
alcançavam primeiro
os bicos dos beijoqueiros.

Beijinhos brancos, rosados, vermelhos...
beijinhos sorrateiros
em vôos ligeiros
por todos os canteiros.







 
Mas decerto os beija-flores
não eram os únicos a beijar os seus amores!




Em seu passeio matinal
estavam também as borboletas
distribuindo beijinhos
entre as violetas.

Violetas de muitas cores
beijos de muitos sabores...









O zum... zum... zum...
que se ouvia
era só a alegria
das pequenas abelhas,
outras eternas beijoqueiras.











Vejam quem aparece por lá
carregando uma caneca de chá!!!
É a D. Marinês
que vem adoçar
o trabalho do Seu Edgar.




E é bem debaixo do arvoredo,
sem guardar nenhum segredo,
que os dois velhinhos
também trocam seus doces beijinhos...


Viva a primavera!!!
Com seus lindos canteiros
e seus tantos beijoqueiros.


Cristiane Muniz

12/02/2011

Bonequinhas coloridas


 


Esta bonequinha preta,
ganhei da Julieta
minha vizinha meio zureta!




A bonequinha azul
veio lá do sul.
Quem a trouxe foi tio Raul.





Aquela ali amarela,
quem me deu foi a Gabriela
minha prima magricela!






Minha bonequinha lilás,
ganhei de um rapaz
que é entregador de gás.





 

Tenho também uma marrom.
Foi presente do Ramon
meu amigo garçom.





A bonequinha branca
ganhei da Bianca.
Uma moça muito franca!







Mas a minha preferida
é esta aqui toda florida
que comprei da Margarida!
Cristiane Muniz
Equipe de ilustradores: Alyne Fernandes Soares, Isabela Cristina Soares, Cristiane Muniz